sábado, 18 de dezembro de 2010

EU SOU PODRE

Certo dia em meio a risos, numa brincadeira com pontinha de verdade de uns amigos, escutei a seguinte frase: “posso ter carinha de novo, mas por dentro to podre”.
Aquilo me chamou a atenção para reflexão e me dei conta de que eu também estou podre.

É isso mesmo, podre!

Mas não podre no sentido de que já pode jogar fora, pelo contrário, podre porque vivi um quarto de século mas parece que vivi pelo menos meio século.
Esta podridão a que me refiro se deve as pessoas que fizeram parte do meu crescimento, não só de estatura, mas espiritual, que formaram a minha essência, que me ensinaram a escutar, me deram meios para que certos entendimentos fossem claros sobre a vida, ou se não fossem claros, que os questionamentos fizessem esclarecer com o tempo.

Pessoas que pregavam com o olhar e as atitudes e não somente com palavras.
Que já não estão mais aqui, mas que em mim tem um pouco de si.

E de tão podre que me transformaram, vêem sim minhas angústias diante de tanta miséria, injustiça, devastação da natureza, escassez da dignidade, desigualdade, desamor e todo o mau que consome o mundo em forma de seres humanos! Mas a reverso disto vêem também a minha vontade de viver, com a filosofia de que se não dá certo aqui, vai dar logo ali e o importante é o que você está fazendo do seu dia a dia e a quê e a quem você dá valor, e mesmo estando podre, há muito que se escutar e aprender nesse mundo, sempre acreditando que a felicidade está na mais pura simplicidade.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Caso Rafael Mascarenhas

RIO - O juiz do 2º Tribunal do Júri do Rio, Paulo de Oliveira Lanzelotti Baldez, homologou nesta terça-feira a transação penal de Gabriel Henrique de Souza Ribeiro e Guilherme de Souza Bussamra, acusados de, respectivamente, participação em via pública de corrida automobilística não autorizada e fraude na pendência de procedimento policial. Ambos estão envolvidos no atropelamento que resultou na morte do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, na madrugada do dia 20 de julho deste ano, no Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul do Rio.

Gabriel Henrique irá pagar dez salários mínimos ou cestas básicas à Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) e teve sua carteira de motorista suspensa pelo prazo de um ano. Já Guilherme Bussamra irá pagar a metade do valor em dinheiro ou cestas básicas, para mesma instituição, uma vez que, de acordo com sua defesa, ele estaria residindo em São Paulo, o que lhe trouxe despesas, dificultando o pagamento do valor de dez salários. A ABBR irá escolher o meio de pagamento a ser recebido.

Os réus aceitaram a proposta de transação penal proposta pelo Ministério Público estadual.

Fonte: O Globo

Li esta notícia com um tanto de nó na garganta por me imaginar na situação da mãe deste jovem cheio de vida que não está mais entre nós. Sim é a Cissa Guimarães, mas nesta mesma situação se encontram muitas mães do qual os assassinos de seus filhos irão pagar sim, cestas básicas.

São culpados do acaso, por uma "brincadeira de gente grande estúpida", mas ainda assim, culpados!

domingo, 28 de novembro de 2010

Rio²

Desde sempre o crime esteve aí, desde sempre balas perdidas, mortes inocentes, crianças envolvidas, famílias sendo vencidas.

A guerra foi necessária sim, mas necessária pelo ponto em que as autoridades deixaram chegar a criminalidade no Rio de Janeiro, ou era a guerra ou era a submissão ao tráfico mais uma vez sob imposições dos bandidos.

A pergunta (s) é: - Por que deixaram chegar a este ponto? Por que não houve esta integração antes das forças competentes do nosso Brasil? Por que resolveram só agora trabalhar a favor da nossa cidade maravilhosa e dos cidadãos de bem dela?

Quando cito no texto “Rio” que promovem a desordem, quero dizer que esta guerra foi a desordem de anos de tapa olhos do governo para o crime. Nenhuma política de estratégia antes envolvida para resolver esta questão, pois o crime, o tráfico, sempre esteve no Rio.

Entre mortos e feridos não salvaram-se todos, mas numa guerra nunca se salva. Esperamos que esta vontade de manter a ordem agora continue, mesmo que seja pela Copa, afinal nós brasileiros não nos preocupamos muito com as intenções, mas com os feitos.

Sem dúvida foi um marco na cidade do Rio de Janeiro, ver todas as forças unidas agindo lavou a alma do carioca, que merece esse presente, o que pedimos hoje é PaZ, muita PaZ.

Que o Rio continue Lindo!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O crime no Rio vive do nariz dos otários!

Não adianta mais dizer "que horror!" Enquanto procurarmos uma solução para o crime no Rio, não haverá solução. Não haverá solução enquanto não entendermos que somos parte do problema - nós, a polícia, a burocracia, a lei, as Forças Armadas, governos central e estadual. "Solução" é um conceito antigo e obsessivo; só um processo amplo, multidisciplinar, um processo lento, caro, difícil poderá ir melhorando a coisa toda. São 650 favelas, com mais de 30 mil armas pesadas (calcula-se), aumentando o número a cada dia, chegando de barco pela Baía, de aviãozinho, de caminhão. Algum sucesso, algum avanço só virá se desistirmos de defender a "normalidade" de nosso sistema, pois não há mais normalidade nenhuma; precisamos é de uma urgente autocrítica de nossa ineficiência. Já escrevi várias vezes sobre isso e aqui repito frases de outros artigos. Nada avançou nos últimos anos.

A nossa secular irresponsabilidade está em questão. Nós é que temos de nos reformar, subverter nossas cabeças, nossas polícias, nossos poderes. A defesa pública está engarrafada numa rede de burocracia corrupta, leis antigas, velhos conceitos que são facilmente superados pela eficiência leve e imaginosa do bandidos.

Nós ainda falamos dos criminosos como se fossem "desviantes" de nossa moral, como gente que se "perdeu" da virtude e caiu no "pecado", no "mundo do mal".

Não se trata mais de crime contra a virtude. O que surgiu foi uma nova sociedade periférica, feita de fome e funk, de rancor e desejo de consumo. E são estranhas anomalias do desenvolvimento torto. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, como um monstro Alien que se esconde nas brechas da cidade. Não há mais a idéia de proletários ou de infelizes ou de explorados.

Estamos perplexos com o mistério da miséria. Não basta denunciarmos contradições e injustiças. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria.

Isso. A pós-miséria está gerando uma nova cultura, se é que esta palavra se aplica à vida esmagada tentando existir. Hoje não adianta mais o papo de luta de classes, de conscientização, cidadania. Os miseráveis se conscientizaram sozinhos, em outra direção. E quem disse que eles ainda querem que nós os "salvemos"? Parte da miséria está armada. Eles ainda têm muito a tirar de nosso mundo: granas, assaltos, vinganças. Mas, mesmo assim, continuamos sonhando com um mundinho limpo, com uma utopia de Ipanema.

Dançou, gente boa.

A verdade é que o Brasil sempre teve a "cultura do desrespeito" à lei. Nossa sociedade foi montada na transgressão à ordem, no horror à coisa pública, aos direitos da maioria; somos uma sociedade de contraventores, de sonegadores, de pequenos psicopatas light, uma sociedade de malandros cariocas. Agora é tarde. Isso que está acontecendo é a realidade previsível, não é uma anomalia.

A verdade é que a única coisa que aumentou a renda dos morros foi a cocaína.

Como disse o policial Helio Luz, com desalento: "O pó é uma companhia multinacional que diminui o desemprego dos miseráveis"... Fazer o quê?

Ganhar 200 reais para ser limpador de privada de branco? Ora... Os criminosos cariocas têm a mesma vantagem dos terroristas - não têm rosto e ninguém sabe de onde vêm. Eles são microempresas privadas, filiais da grande multinacional do pó. Nós somos o Estado incapaz. Eles agilizam métodos de gestão. Eles são rápidos e criativos. Nós somos lentos e burocráticos. Eles lutam em terreno próprio. Nós, em terra estranha. Eles não temem a morte.

Nós morremos de medo. Eles estão no ataque. Nós, na defesa. Nós nos horrorizamos com eles. Eles riem de nós. Nós os transformamos em superstars do crime. Eles nos transformam em palhaços. A droga e as armas vêm de fora.

Eles são globais. Nós somos regionais.

A luta contra o tráfico, é óbvio, começa lá longe, nas fronteiras. Por lá entram as armas e o pó. Não adianta subir e descer de morros. Temos de fechar fronteiras. Mas, não temos nem Guarda Costeira.

A luta contra o crime não é mais uma luta policial; não é mais a Lei contra o Pecado. Não. O crime cresceu tanto que se tornou um problema de Estado-Maior. Sim. Trata-se de uma luta política e, mais do que isso, uma luta policial militar. Acho que tem de haver, sim, uma séria articulação das Forças Armadas com as polícias. Tem de haver generais estudando estratégias e logísticas de cercos e ataques. Meses de estudo, planos secretos, dinheiro, muito dinheiro e milhares de homens com armas modernas. E tudo isso coordenado com campanhas de esclarecimento e de proteção às comunidades que eles "protegem". "Ahh... - alguns vão gritar -, o Exército não foi treinado para isso!" Pois, que seja treinado. Trata-se de uma guerra. Ou não? Não combateram a guerrilha urbana com implacável ferocidade e competência? Aposto que outros dirão: "O Exército não é para crimes comuns; é para guerras maiores..." Para quê? A invasão da Argentina? Não podemos enfrentar o crime do século 21 com uma polícia do século 19.

No fundo, muitos não admitem a ação das Forças Armadas porque desejam ocultar a derrota de um sistema legal e policial. A guerra é reconhecimento do fracasso da política. Pois que seja. Nosso fracasso tem de ser assumido.

Crime hediondo é que o combate ao crime e à miséria não seja uma prioridade nacional, crime é que não haja alocação de bilhões de reais para se fazer uma guerra política e social, e não meras operações policiais inócuas. A tragédia das periferias brasileiras me lembra um terremoto ignorado, para o qual ninguém enviou patrulhas de salvamento. Já houve um terremoto e todos nós tentamos esquecê-lo, subindo grades em nossas casas, com os socialites cheirando o pó malhado de otários, perpetuando esta miséria. O crime começa e acaba no nariz das classes dominantes.

Texto de Arnaldo Jabor.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Rio


Cabral disse: olha, vamos murar as favelas com três metrinhos que aí não vai haver mais balas perdidas, nem vista feia aqui no Rio e aí podem meter tiro lá em cima que ta tudo certo. Ahh e também vamos instalar as UPPs, vamos dominar o morro. A Paz no Rio estará selada.Óooh...

Só que esqueceram que bandido tem perna, que bandido age por si só e em bando quando necessário, seja fora ou dentro da cadeia, comandam centenas e são muito mais organizados que qualquer organização do estado, são muitos e querem tudo como estava antes.

Pois bem, cutucaram a onça com vara curta sob medidas drásticas e quem paga mais uma vez é a população do Rio de Janeiro, com a total falta de preparo e organização da segurança do estado e ainda dão entrevista dizendo que eles estão desesperados com a atuação da polícia, ora bolas, desesperada está é a população do Rio que não sabe se volta do trabalho pra casa.

O fato é que a bomba estourou, agora as conseqüências negativas mais uma vez estão aí, não aprendem nunca, são mestres em desordem.

Rio, agüenta firme!

sábado, 13 de novembro de 2010

Só de Sacanagem

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

Texto da magnífica Elisa Lucinda!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mais um "O cara"


Esse aí é O cara, Guillermo Fariñas, o dissidente cubano escolhido para o prêmio Sakrarov de Liberdade de Consciência 2010, concedido a cada ano pelo Parlamento Europeu. A cerimônia solene de entrega do prêmio ocorrerá em dezembro durante a sessão plenária que o Parlamento Europeu realizará em Estrasburgo (França).

Fariñas transformou-se nos últimos anos em um dos símbolos da oposição cubana, após mais de 20 greves de fome em protesto pela falta de liberdade na ilha. O último jejum voluntário se estendeu de fevereiro a julho em homenagem a seu companheiro dissidente Orlando Zapata Tamayo, morto por longa greve de fome. Fariñas chegou a ser hospitalizado, inconsciente e desidratado, como consequência de seu protesto, protagonizando imagens que provocaram forte impacto midiático.

"Está na hora de a ditadura em Cuba acabar", Fariñas.

Às vezes me espanto² mas logo volto a mim para não pirar, pois vivo num mundo onde existe um prêmio que é entregue anualmente a personalidades ou coletivos que ganhem destaque por seu compromisso com os direitos humanos, proteção de minorias, cooperação internacional e desenvolvimento da democracia e do Estado de Direito. Onde pessoas que enxergam a boca gigante do sistema e num ato de desespero e protesto ficam cinco meses em jejum, morrem por isso e depois são lembradas por um prêmio. Bom, pelo menos o Fariñas está na mídia néh?! É..., eu espero que ele esteja vivo até dezembro para pelo menos receber o prêmio, se é que está vivo ainda.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Marina Silva


Resposta de Marina Silva ao bispo D. Moacyr

24 de maio de 2010

No sábado passado, a ‘Folha’ publicou reportagem com Dom Moacyr Grechi, 74 anos, arcebispo de Porto Velho. Para ele, não existe “nenhuma esperança de vitória. Falta nela o perfil de presidente. Mais que perfil, a capacidade de reagir a pressão de todo o gênero. Ela é muito frágil para aguentar”. Amigos desde 1974, Dom Moacyr disse que Marina tem pouco “jogo de cintura” e sua fragilidade ficou comprovada quando ela dirigiu o Ministério do Meio Ambiente (2003-20008). “Ela vivia em uma angústia constante.”


Em artigo na ‘Folha’, Marina contesta o seu mentor.


Eis o texto dedicado “Ao amado dom Moacyr”:


“Li na Folha (22/5) sua afirmação de que sou frágil e não tenho perfil para a Presidência da República. No início, fiquei triste. Já tinha ouvido algo parecido do senhor, de forma carinhosa, mas ler assim como está no jornal tem outro peso.

Refletindo mais, reconciliei-me com sua mensagem.

Quando ando por aí, muitos me dizem que minha luta é de Davi contra Golias. Então vamos conversar sobre passagens bíblicas, que conhecemos bem. Elas se completam e iluminam o que quero dizer.

Quando Saul terminava seu reinado, Deus mandou o sacerdote e profeta Samuel ungir novo rei entre os muitos filhos de Jessé. O profeta procurou entre os mais belos, os mais fortes e os mais habilidosos, mas Deus descartou todos. Jessé lembrou então de Davi, o seu filho mais novo, que pastoreava ovelhas. O profeta o achou muito fraquinho, meio esquisito. Mas Deus ordenou que o ungisse rei dos israelitas, porque olhava para o seu coração, e não para a sua aparência.

Foi assim que Davi foi escolhido para ser rei. E logo provou seu valor ao enfrentar Golias, o gigante filisteu, guerreiro acostumado a usar escudo, capacete e armadura e a manejar a espada. O jovem Davi, aparentemente fraco e sem muito preparo para aquele tipo de duelo, ganhou a luta porque não tentou usar a armadura de Saul, que lhe fora ofertada e nem lhe cabia direito. Usou sua própria arma, a funda, e ali colocou a pedra para jogá-la no lugar certo, na testa do gigante.

Assim como o senhor, dom Moacyr, Samuel era homem corajoso, temente a Deus, preparado para o sacerdócio desde um ano de idade. O senhor é muito importante na minha vida, da mesma forma que Samuel foi na vida de Davi. E está me vendo com olhos cuidadosos, preocupados com circunstâncias que talvez me causem sofrimento.

Mas, como sabe por experiência própria, não podemos ficar presos às circunstâncias.

Quando o senhor chegou ao Acre, aos 36, enfrentou os poderosos e ficou do lado de Chico Mendes e de todos os que eram aparentemente fracos e despreparados para enfrentar os gigantes das motosserras.

Como me ensinou, não me intimido com as circunstâncias e procuro me encontrar com o que está no coração de homens e mulheres sinceros, que, como o senhor, buscam fazer o melhor, apesar das dificuldades e riscos.

Aprendi com o senhor boa parte dos valores que me guiam, entre eles não vergar a coluna às pressões dos interesses espúrios.

Por favor, meu amado irmão, não me diga agora que esses valores não servem para governar o Brasil e me fragilizam. Tranquilize-se: eles são e continuarão sendo a minha força e a minha funda diante dos desafios, qualquer que seja o tamanho deles”.



SE A MARINA É FRÁGIL E NÃO TEM CAPACIDADE, ENTÃO O BRASIL ESTÁ PRECISANDO DEIXAR DE SER FORTE!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O "Mundo" das Paraolimpíadas Escolares 2010


Eu já sabia que este mundo existia
Mas não sabia que era tão fascinante,
Que fazia sair lágrimas nos olhos,
Que arrepiava os pêlos da pele,
Que fazia o coração sentir algo diferente

Sabia sim que era um outro mundo
Dentro de outro mundo
Que precisa ser um mundo só,
Onde as cores são iguais
E as necessidades básicas também

E cada sorriso que eu vi
Não pode ser sorriso de um dia, uma semana
Precisa ser pra vida inteira
Com mais cidadania, aceitando a diversidade
e dando condições para que ela exista

Cada sorriso que eu vi
Não pode esperar mais um ano pra sorrir!

sábado, 4 de setembro de 2010

Paraolimpíadas Escolares 2010







A convite do Professor de Educação Física e amigo Mateus Nascimento, estarei trabalhando nas Paraolimpíadas Escolares 2010, que acontecerá em São Paulo.

Fiquei muito feliz pelo convite e em breve publicarei textos aqui contando sobre esta experiência que eu tenho certeza que será enriquecedora.

Grande abraço!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Educação: Para que? Para Quem?

A importância da educação é um tema constante dos discursos dos candidatos e dos ocupantes de cargos públicos. No entanto, nos diversos níveis administrativos, a questão educacional raramente recebeu um tratamento competente e consequente.

A educação, segundo a socióloga e educadora Bárbara Freitag “sempre expressa uma doutrina pedagógica a qual explícita ou implicitamente se baseia numa filosofia de vida, concepção de homem e de sociedade”. A educação contribui para a reprodução e a manutenção da ideologia e do sistema econômico dominante numa sociedade.

Assim sendo, no Brasil, a educação é um dos instrumentos que possibilita a reprodução de um modelo capitalista subdesenvolvido, associado, dependente e excludente. A prática educacional brasileira reflete uma doutrina pedagógica baseada numa filosofia de vida individualista, competitiva, consumista e excludente, que leva a uma aceitação passiva do domínio do mercado e do dinheiro. Desde a educação ministrada pelos jesuítas no período colonial até hoje, nosso sistema educacional tem sido conduzido pelas elites para atender aos seus interesses.

Duas questões são fundamentais quando se pensa na educação: educação para quem e para que?

Nesse sentido, com base na primeira indagação, afirmamos que a educação deve ser assegurada a toda a população. Deve atender à maioria que é pobre e miserável. Para isto é necessário uma educação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis de ensino, desde a pré-escola até a pós-graduação.

E a questão da qualidade da educação está relacionada a outra questão: educação para que?

Assim, deve haver uma educação que possibilite a auto-realização do ser humano; que lhe permita entender o processo histórico, a evolução da humanidade; que lhe permita compreender as causas fundamentais das injustiças econômicas e sociais do mundo hodierno; que lhe possibilite condições de participar consciente e ativamente na luta em busca de novas formas de organização da vida econômica, política e social; que lhe proporcione capacitação profissional para que possa viver com dignidade. Uma educação voltada para a emancipação humana, onde o ser humano, tendo consciência de si e da realidade, possa construir a história, livre de qualquer opressão.

Na história da educação brasileira, somente em raros e rápidos momentos tivemos políticas educacionais conduzidas por educadores que efetivamente estavam preocupados com a implantação dessas diretrizes. Destaca-se aqui, o papel desempenhado por Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e Paulo Freire.

As crises do socialismo e do capitalismo tornaram ainda mais difícil e complexa a questão educacional em todos os países. No entanto, não se pode desanimar e continuar esperando que os modismos e as regras do mercado manipulem o processo educacional. A sociedade brasileira precisa EVOLUIR e superar os graves problemas e injustiças sociais. É preciso discutir e elaborar um Projeto para o Brasil. Para isto são fundamentais uma Filosofia e uma Política educacionais voltadas para este objetivo, que possam motivar e orientar a formulação e implantação deste Projeto.

E assim, cabe também aos EDUCADORES brasileiros, por intermédio de suas associações e órgãos representativos, continuarem na luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade, com a implantação de diretrizes e processos educacionais comprometidos com uma educação libertadora.


Por Radjalma Cavalcante


Educadores, a responsabilidade também é nossa, vamos evoluir.





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Criado em 27/10/2009 11:44

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Chegando a Hora


Daqui a três dias é a corrida, hoje me encontro muito cansada mas resolvi escrever "solta"!!! Há 2 dias uma dor na tíbia grita, tenho trabalhado bastante, treinado bastante e meu corpo anda reclamando um pouco!!! Nada que um banho de mar não resolva!!! Amanhã pego o kit "lindo" rs e a palavra de ordem é - d e s c a n s o -

Procurar um limite, achar e passar dele, não tem preço!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Deficiente...


É aquele que não consegue modificar sua vida,

aceitando as imposições de outras

pessoas ou da sociedade em que vive,
sem ter consciência de que é dono do seu destino.


Louco... É quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego... É aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
E só tem olhos
para seus míseros problemas e pequenas dores.

Surdo... É aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo,
ou o apelo de um irmão.

Pois está sempre apressado para o trabalho.

Mudo... É aquele que não consegue falar o que sente
e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

Paralítico... É quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético... É quem não consegue ser doce, sem sofrer por isso...

Anão... É quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser "miserável", pois
“Miseráveis” são todos que não conseguem falar com Deus.

(Autor: Mário Quintana)

Perfeito!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

HEMORRAGIA


136 bilhões de litros de petróleo derramados pelas forças do Iraque quando deixaram o Kuwait em 1991. Ixtoc I, que explodiu na baía de Campeche, no México, em 1979, e espalhou por volta de 500 milhões de litros de petróleo antes que o poço fosse controlado. Acidente do petroleiro Exxon Valdez em 1989, que contaminou 2.000 quilômetros de um intocado litoral e matou milhares de aves marinhas, lontras e focas, além de 250 águias e 22 orcas. E hoje vazam sem parar cerca de 800.000 litros de petróleo por dia no Golfo do México.
“O poço mais profundo jamais perfurado na história da indústria de petróleo e gás”, tão profundo no solo oceânico quanto a altura em que os jatos voam acima.A empresa não dedicou quase tempo algum em pensar e se preparar para o que poderia acontecer se esses experimentos dessem errados. Como descobrimos, ela não tinha sistemas preparados para reagir eficazmente a este cenário.

Até quanto podemos agüentar desastres como esses e nos recuperarmos?
Até quando só a economia vai interessar o mundo da tecnologia?
Até quando vamos pensar que “se os meus olhos não vêem, a situação está sob controle”?

“Como é pequeno o controle que até os mais inteligentes entre nós têm sobre as incríveis e interconectadas forças naturais”.

A Natureza sangra e mostra sua fúria. Está mais viva do que nunca e agora começa a cobrar a moldagem que o homem quer sempre lhe impor.

quarta-feira, 30 de junho de 2010



"Quem sabe para que vai servir. É possível que, com sua ajuda, se possam convencer os homens a comprar o que não necessitam, a odiar o que não conhecem, a acreditar no que os domina ou a duvidar do que os podia salvar. Por seu intermédio, pequenos seres de Fantasia, fazem-se grandes negócios no mundo dos homens, desencadeiam-se guerras, fundam-se impérios..."

ENDE,M. - Op. cit.,p.133

Numa cidadezinha do interior coisas estranhas aconteciam...



6:30 da manhã, Delegacia da cidade:
- Olha seu delegado, o tal de Joaquim recebeu troco demais na padaria mas devolveu!
- Ele disse bom dia pro trocador do ônibus e obrigado pro motorista quando desceu!
- Jogou o papelzinho da bala no lixo... veja bem, no lixo!
- E dizem também que na casinha dele não tem desperdício e ele ainda ajuda os pobres lá na vilinha.
O Padre logo gritou: - Nossa Senhora do Botequim... dá a chave da cidade pra ele sô!
E o delegado fazendo cara de detetive esperto falou: - podem acalmar os ânimos, este cabra está só de passagem, desceu de uma nave esses dias lá pras bandas de Riachinho, mas logo logo vai simbora.
E assim todos voltaram para suas casas desolados!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

GOLLLL do BRASILLLL



Em tempos de Copa do Mundo, o Brasil fez um cruzamento na área pra cabeceada de milhões de brasileiros estufar a rede, é a validade da Lei 135/2010, mais conhecida como FICHA LIMPA, uma proposta de iniciativa popular, apresentada à Câmara dos Deputados em setembro do ano passado, com mais de 1,6 milhão de assinaturas. A ação popular contou com apoio de várias entidades da sociedade civil, mobilizadas pelo MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral). Seis ministros votaram a favor e um contra. Ainda teve um contra, guarda aí óh, o ministro MARCO AURÉLIO MELLO foi o voto contrário.
A Lei vai impedir a candidatura de políticos condenados na justiça, o que vai atrapalhar muitos planos.

Já passou da hora de termos um país mais justo, com mais vergonha na cara pra gente poder bater no peito de verdade e dizer com orgulho que somos brasileiros, não somente por sermos penta campeões.

domingo, 27 de junho de 2010

Vovó agradece !


Achei que merecia postagem devido aos comentários!

"Tudo que eu disser vai ser nada diante de tudo que ouvi, eu acho que nem mereço (merece sim e mais), não tenho nem palavras, pois obrigado acho pouco. Só posso desejar boa sorte e muita alegria para todas as pessoas, só Deus pode compensar tudo isso. Muito obrigada a todos e um grande abraço".
Vovó Maria

Meu Tapete Vermelho é o Asfalto.



Corro porque gosto mais de mim depois que corro. Não há palavras que descreva a sensação de você com você mesmo, de sentir e ouvir suas passadas se multiplicando ao som dos batimentos cardíacos e respiração, ambos com mais vigor a cada quilometro vencido. No meu tapete vermelho, não há mundo lá fora, não há miséria, não há corrupção, não há gente sem escrúpulos, sem caráter e sem dignidade, pelo menos não no meu tapete vermelho, há apenas quilômetros a serem vencidos, apenas quilômetros a serem vencidos.

Categoria da Mari: Run, baby run.
Próxima corrida: circuito das estações adidas – inverno, 25 de julho.
Local: Aterro do Flamengo RJ – 5 km
Vítima: Wagner - Aluno da Mari (arrastei para 1ª corrida) =D

Tamu treinando....... vamu q vamu!
O tapete nos espera!

www.circuitodasestacoes.com.br

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pra ELa...




Fofinho e branquinho, parecendo algodão é o cabelo dela... eu sou branquela, mas ela... ela parece uma cocadinha de doce de leite rs, bonitinha, gordinha rs... abraçar ela é gostoso, ser abraçada por ela é mais gostoso ainda =D, base da família Cruz, sabedoria incalculável, expressão serena, a voz tranqüila de tom confortável, risada gostosa e no auge dos seus 87 anos completados hoje, conta histórias de 1930... tudo bem que às vezes repetidas 3 vezes por dia, mas eu não me importo, posso escutar de novo e rir junto de novo da mesma maneira e pensar, *como é bom te ter aqui*, presente na alegria e na tristeza, com conselhos, colo, ombro e os chás rs, ahhhhh *como é bom te ter aqui* vovó linda e mais fofa do mundo, AMOTE² !!! Hoje é dia de feeeeessstttttaaaaaa, parabénssss e obrigada por tudo!

Obrigada Deus!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ahhh, os tatames...



Nunca mais serão os mesmos
pisados suavemente, com um belíssimo cumprimento
devidamente encaixado em seus lugares,
não terão mais a visão de tão lindas projeções
e nem mais o privilégio de amortecer quedas perfeitas
Prevalece o vazio cheio de silêncio, com todas as lembranças
Lembranças de uma vida com ensinamentos grandiosos
sem olhar para distinção,
mas um intuito fixo de propagar um círculo de união,
do qual sempre caberia mais um que logo ia aprender
que o caminho era de equilíbrio e suavidade
Ahhhhh, pobres tatames....
Nunca mais serão os mesmos

in memorian ao Mestre e Amigo Iria.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Reproduzir ou Criar ???

Foucault, Foucault, Foucault... Métodos de confinamento engordam, Métodos de confinamento engordam, Métodos de confinamento engordam... Panóptico, Panóptico, Panóptico... áaíi

A tecla é batida repetidamente, sem cessar, sem cansar, eu diria até exageradamente, pois cheguei até sonhar com isso... porcos, galinhas, vacas, crianças [todos confinados]... eu vigio, tu vigias, nós nos vigiamos [todos confinados]... que coisa! Mas que interessante os “métodos de ensino”, reproduções de um livro, enquanto nos cobram a estimular a criatividade de nossos futuros alunos, sendo que a minha carteira está rigorosamente alinhada a da frente com um passo de distância, a minha prova é diferente e eu devo escrever somente o que o autor daquele livro escreveu... sabe... aquele, então... vamos ver a prova depois, porque eu até lembrava o que o autor falava mas a minha criticidade gritaaavaaa... às vezes ela me atrapalha.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Início iniciado...

Supinando a mente sim e porque não?! Antes da professora e futura fisiologista do exercício, há um ser, talvez humano que reside dentro de mim que não entende só de exercício mas tem a convicção de que caráter não se vê através da cor da pele, sexualidade, crença, posição social, arte no corpo ou até mesmo a profissão, mas se vê através da alma, do coração, do olhar, das atitudes... mas quem tem tempo de ver o olhar de alguém e se encantar com a simplicidade da vida ?! Por falar nisso, tenho que ir, mas sempre haverá um textinho por aqui para que supinemos a mente!