segunda-feira, 12 de julho de 2010

HEMORRAGIA


136 bilhões de litros de petróleo derramados pelas forças do Iraque quando deixaram o Kuwait em 1991. Ixtoc I, que explodiu na baía de Campeche, no México, em 1979, e espalhou por volta de 500 milhões de litros de petróleo antes que o poço fosse controlado. Acidente do petroleiro Exxon Valdez em 1989, que contaminou 2.000 quilômetros de um intocado litoral e matou milhares de aves marinhas, lontras e focas, além de 250 águias e 22 orcas. E hoje vazam sem parar cerca de 800.000 litros de petróleo por dia no Golfo do México.
“O poço mais profundo jamais perfurado na história da indústria de petróleo e gás”, tão profundo no solo oceânico quanto a altura em que os jatos voam acima.A empresa não dedicou quase tempo algum em pensar e se preparar para o que poderia acontecer se esses experimentos dessem errados. Como descobrimos, ela não tinha sistemas preparados para reagir eficazmente a este cenário.

Até quanto podemos agüentar desastres como esses e nos recuperarmos?
Até quando só a economia vai interessar o mundo da tecnologia?
Até quando vamos pensar que “se os meus olhos não vêem, a situação está sob controle”?

“Como é pequeno o controle que até os mais inteligentes entre nós têm sobre as incríveis e interconectadas forças naturais”.

A Natureza sangra e mostra sua fúria. Está mais viva do que nunca e agora começa a cobrar a moldagem que o homem quer sempre lhe impor.

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